Índice preocupante continua em crescimento no número de ocorrências
A microrregião de Americana registrou 821 denúncias de violência doméstica e familiar no primeiro semestre de 2022. As cidades de Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Nova Odessa e Hortolândia cresceram nas denúncias em comparações com o primeiro semestre de 2021 e 2020, de acordo com dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).
A região cresceu no volume de denúncias de violência doméstica: em relação a 2021, as queixas aumentaram 5%. Já em comparação a 2020, houve um aumento de 220% das denúncias. As cinco cidades da região tiveram aumento nos casos denunciados de violência. Especialista diz que vê crescimento como resultado de conscientização sobre a importância da denúncia.
A cidade com mais casos denunciados foi Sumaré, com 258, conforme levantamento realizado com estatísticas do ministério. Os números cresceram em relação a 2021 (51%), quando o município registrou 170 denúncias, e em comparação a 2020 (578%), ano que a cidade teve 38 denúncias.
Americana foi a segunda cidade com mais queixas de violência doméstica e familiar no primeiro semestre deste ano, com 200 denúncias. O índice de denúncias teve uma pequena queda em a 2021 (205 queixas) e aumentou em 412% em comparação a 2020 (39 queixas). A subnotificação também diminuiu em Hortolândia, com 190 denúncias registradas de janeiro a junho deste ano. O volume é menor em comparação ao mesmo período do ano passado, que teve 243 queixas, e aumentou 258% em relação a 2020 (53 denúncias).
Santa Bárbara d’Oeste também teve aumento nas notificações de violência doméstica, com 258 contabilizadas no primeiro semestre de 2022 e 124 queixas no ano anterior. Nova Odessa, município com menor volume de denúncias, também registrou crescimento de 35 (em 2021) para 43 (em 2022).
Conscientização – A cientista social Maria Almeida, professora na UniAchieta e UniMetrocamp, diz que vê crescimento como resultado de campanhas publicitárias que estimulam a denúncia, com maior disseminação das políticas públicas com campanhas educativas.
Maria pontua que as vítimas possuem mais acolhimento em algumas prefeituras, que possuem rede de atendimento e assistência, com abrigos, atendimentos psicológicos e assistenciais. A cientista também aponta a Lei Maria da Penha como fator que estimula as denúncias, uma vez que o amparo da lei precisa do registro da denúncia na Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher.

