Infectologista explica que para conter a doença é preciso mais informação a respeito dos grupos de risco
A microrregião registra 19 casos de varíola dos macacos. Americana, Hortolândia, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré e Nova Odessa são as cidades que confirmaram, pelo menos, um caso da doença. Santa Bárbara já totaliza oito casos e na microrregião lidera as estatísticas da doença. De acordo com o infectologista Arnaldo Gouveia, a doença não exige uma estrutura hospitalar especial para tratar os pacientes, pois a maioria dos pacientes são tratados em casa, com isolamento domiciliar. Já os casos que necessitam de internação representam uma parcela pequena.
O doutor explica que ações de conscientização a respeito da transmissão da doença devem ser o foco em todos os municípios. “É necessário que divulgue os grupos de risco da doença. A maioria dos casos são em homens homossexuais, que não possuem parceiros fixos, pois em 80% dos casos a transmissão aconteceu através da relação sexual”, ressalta Gouveia. Além das orientações de contaminação, também é necessário o reforço das medidas de proteção contra o vírus. O especialista afirma que a higiene pessoal é o principal meio de se prevenir e minimizar a taxa de transmissão da doença. Para o tratamento da doença ainda não tem indicações efetivas, mas, segundo o infectologista, já há estudos em fase experimental de medicamentos para combater a varíola dos macacos.
A respeito de uma vacina para conter a doença, Gouveia explica que existe um imunizante para a varíola dos macacos na Dinamarca. “Apesar de existir uma vacina para a varíola dos macacos na Dinamarca, no passado, ninguém teve o interesse de financiar e imunizar os africanos diagnosticados com a doença. Então, é difícil a vacina chegar no Brasil. Devido à falta de financiamento no passado, a fabricante está falindo.”, contextualiza o especialista.
MUNICÍPIOS
Consultadas pelo TODODIA, as administrações municipais de Americana, Nova Odessa, Hortolândia, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré informaram que todos os profissionais de saúde receberam treinamento especializado para tratar os pacientes com suspeita ou diagnosticados com a varíola dos macacos.

