O motivo são os avanços de Kiev nas regiões de Donetsk (leste) e Kherson (sul). Mas manteve o tom desafiador
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, finalizou nesta quarta (5) a sanção das leis regulando a anexação do equivalente a cerca de 18% da Ucrânia, a maior tomada territorial à força na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Moscou já havia anexado a Crimeia, 4,5% do vizinho, sem conflito em 2014. O Kremlin, contudo, continuou sem definir exatamente de quais fronteiras estão previstas na absorção denunciada como ilegal no exterior.
O motivo são os avanços de Kiev nas regiões de Donetsk (leste) e Kherson (sul). Mas manteve o tom desafiador.
Em uma conversa televisionada com professores, Putin sugeriu que o cenário militar não é bom. “Estamos trabalhando assumindo que a situação nos territórios irá se estabilizar.”
Apesar do apelo do porta-voz, os textos dos quatro decretos assinados por Putin na sexta (30) nada têm de claros. Supõe-se que, no caso de Donestk e Lugansk, o chamado Donbass (bacia do rio Don), que as fronteira sejam aquelas estabelecidas em 2014 pelas autoproclamadas repúblicas populares que agora Moscou anexou.

