A falta de saneamento básico influencia diretamente no senso de dignidade das pessoas e na saúde das famílias, além de causar mortes e doenças evitáveis
O deputado federal Alexis Fonteyne (Novo), dentre a destinação de emendas parlamentares priorizou o investimento em projetos de infraestrutura em saneamento básico nos municípios do Estado de São Paulo, como forma de combater as causas geradoras dos problemas da saúde. Ao todo, 10 doenças podem ser erradicadas se houver investimento em saneamento básico, além de ser também um indicador de elevação no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
A importância que atribui à causa tem razão de ser. A falta de saneamento básico influencia diretamente no senso de dignidade das pessoas e na saúde das famílias, além de causar mortes e doenças evitáveis. Além disso, as infecções gastrointestinais também fazem com que os adultos se afastem de suas atividades laborais, o que gera custos para as empresas e perda de desempenho por parte dos profissionais, afetando a renda familiar mensal pelo afastamento do trabalho, sobretudo para aqueles que são autônomos.
No período da pandemia, o problema da falta de saneamento básico ficou ainda mais evidente. Medidas simples de higiene e de prevenção à Covid-19, não podem ser tomadas por quem não tem acesso a água tratada em casa.
O saneamento é um serviço básico, um direito do cidadão. No entanto, para se ter uma ideia, segundo o Ranking do Saneamento 2021, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, quase 35 milhões de habitantes não têm acesso a serviços de água tratada no Brasil. Quando o assunto é coleta de esgoto, os dados são ainda piores, aproximadamente 100 milhões de pessoas não têm acesso e o Brasil ainda não trata quase metade dos esgotos que gera (49%).

