Região tem 72,2 mil votos facultativos

Para especialista, candidatos da região buscam atrair eleitores jovens  

VOTOS DE NOVATOS | Jovens eleitores recebem maior atenção de candidatos

Americana, Nova Odessa, Hortolândia, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré contam com 72.265 eleitores que não são obrigados a votar. Trata-se de jovens de 16 a 17 anos e idosos acima de 70 anos. Esse público tem se tornado alvo de candidatos a deputado estadual e federal da região, segundo especialista, a fim de obterem “vantagem” nas eleições deste ano com a conquista desse tipo de voto.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o número de eleitores jovens representa 10% do total de votos não obrigatórios na região, enquanto os idosos representam 90% desse público. São 7.353 adolescentes de 16 e 17 anos e 64.912 idosos acima de 70 anos nas cidades da região. 

De acordo com a cientista social Karime Ahmad, durante a campanha eleitoral os candidatos têm focado especialmente no público jovem. Através das redes sociais, onde há a maior concentração de jovens de 16 a 17 anos, os candidatos ao Congresso Nacional e à Assembleia Legislativa buscam atingir e influenciar adolescentes.

“Observo que, acerca das estratégias eleitorais que têm sido utilizadas pelos candidatos e candidatas, há um público muito visado: os jovens. A utilização massiva das diferentes redes sociais, se adequando aos recursos que dão maior visibilidade (Instagram, TikTok, lançamento de Hits) é uma das estratégias. Um número expressivo de jovens tirou título de eleitor esse ano, o que é um dado muito importante”, explicou a cientista social. 

Apesar da diferença nos números, o foco dos candidatos recai sobre os jovens, pois a estratégia de atingi-los através das mídias sociais também alcança os eleitores com voto obrigatório. Esse outro tipo de público, ainda maior que a parcela dos jovens e idosos, também se concentra nos meios digitais de distribuição de informação eleitoral, como Facebook, TikTok, WhatsApp e Instagram.

Segundo a especialista, a estratégia para atingir os idosos é diferente. A comunicação utilizada para esse público é uma forma de resgatar lembranças positivas, quando determinado partido ou político estava no governo. Segundo a especialista, críticas a mandatos anteriores também funcionam, além da apresentação de propostas de inovação. 

“Para atrair o voto dos idosos, nota-se que um recurso utilizado pelas campanhas é o retorno às memórias do passado, relembrando dados do Brasil como uma espécie de sentimento saudosista”, afirma Karime.

A cientista social ainda avalia que o “próprio clima político, econômico e social” é um incentivo para a mobilização tanto de eleitores com voto obrigatório quanto daqueles que não têm a obrigatoriedade de votar nas eleições deste ano.

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