Bebê morre após engolir lagarta no Espírito Santo

Para a mãe a causa da morte foi intoxicação; Polícia Civil investiga o caso 

Mãe de Enrico Gotardo Ferreira levou o bebê quatro vezes do Hospital Materno Infantil Francisco de Assis, em Guarapari, antes dele falecer. — Foto: Arquivo pessoal

Uma criança de sete meses morreu após passar mal por ter engolido uma lagarta em Guarapari, na Grande Vitória, segundo informações da mãe.

Enrico Gotardo Ferreira morava com a família em Guarapari,  região metropolitana de Vitória. A mãe da criança, Natália Gotardo, de 23 anos,  contou que dias antes do menino passar mal, ele se comportava bem e não apresentava sinais de doença.

” Há duas semanas, antes disso acontecer, meu filho estava bem. Ele estava brincando, engatinhando, ele estava comendo. Tem vídeos dele dando berros aqui dentro de casa. Meu filho sempre foi prematuro. Com três meses, ele já tinha dentinho. Com quatro meses, já estava aprendendo a engatinhar. Já ficava em pé, se balançando nas coisas, no portãozinho que tem aqui na porta de casa. Ficava aqui no berço, pulando. Meu filho sempre foi uma criança ativa, do nada não tinha forças para abrir o olho”, disse a mãe do bebê. 

Natália relatou ainda que após identificar a lagarta no vômito da criança, o seu comportamento mudou.

“Meu filho só ficava dormindo, só queria colo. Eu colocava no berço e ele não ficava. Eu falava Rico, manda beijo, e ele não tinha força pra abrir o olho. Eu disse ele não está bem. Hoje só fica a saudade, porque você chega em casa, vê as coisas dele e ele não está aqui mais. É muito difícil,” acrescentou a mãe.

Natália acredita que a causa da morte do filho foi intoxicação, após ele ter engolido e vomitado uma lagarta. No dia 11 de agosto, ao limpar o vômito da criança, os pais perceberam a presença do inseto.

Quando fui limpar o vômito, eu vi um bichinho preto, que achei até que fosse um pedaço de carne. Na hora que peguei mais de perto, vi que era uma lagarta. Aí meu esposo colocou numa sacola e fomos para o Hospital Materno Infantil Francisco de Assis, o Hifa, disse a mãe.

A Polícia Civil investiga a morte como suspeita e aguarda resultados dos exames feitos no bebê. De acordo com a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa), o animal não era peçonhento.

Via G1

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