Dados do Caged apontam que região criou 1,6 mil novas vagas em abril; oportunidades cresceram sobre 2021
As cidades de Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia criaram 1.694 empregos formais em abril deste ano. O número é 94% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, de acordo com dados do novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Foram 11.874 admissões contra 10.180 desligamentos. Economista aponta que recuperação ainda é tímida se comparado aos saldos de anos anteriores a 2021. Em abril do ano passado, a região registrou saldo de empregos formais de 871 vagas.
O movimento de retomada das atividades, que foram paralisadas em razão da pandemia da Covid-19, é um dos fatores que contribuíram para a recuperação dos empregos formais, segundo a economista Eliane Rosandiski, professora da PUC Campinas. Mas ela explicou que o crescimento numérico não indica uma recuperação do emprego perdido, especialmente nos municípios com maior atividade industrial.
No caso de Americana, o setor que tem destaque na geração de empregos em 2022 é o de serviços, principalmente de transporte e alimentação, o que estimula a produção da indústria e do agronegócio, além do comércio relacionado ao setor automotivo, de acordo com o economista Bruno Pissinato, professor da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba). A cidade teve um saldo positivo de 323 empregos formais em abril, resultado de um total de 3.447 admissões e 3.124 desligamentos.
Por outro lado, a região teve diminuição em 31% de novos empregos entre março e abril deste ano. Em março, Santa Bárbara explodiu na criação de empregos formais e puxou o saldo regional para cima.
Santa Bárbara marcou saldo de 1.491 empregos entre admitidos e desligados em março, número que diminuiu para 305 em abril. O setor que apresentou maior criação de empregos em março na cidade foi o de serviços, nas áreas de tecnologia de informação, imobiliária e as administrativas e financeiras. Em abril, o setor de agropecuária teve destaque na geração de empregos.
O economista Pissinato afirma que a queda na geração dos empregos formais entre os dois meses se explica porque a cidade gera muitas demandas para o setor de serviços, que tem ciclo de negócios inconstante.
Nas outras cidades, o saldo entre admitidos e desligados foi positivo comparado ao mês de março. Sumaré teve crescimento de 526 para 533; Nova Odessa gerou 40 novos empregos em março e 126 em abril; e Hortolândia também aumentou de 293 para 407.
A economista Rosandiski chama atenção para a lenta recuperação econômica, apesar da porcentagem expressiva da geração de empregos entre abril de 2021 e de 2022. “O problema é que a recuperação não está em V, que é cair e levantar rapidamente”, disse a professora sobre o gráfico que aponta o comportamento de empregos formais durante os anos. “O PIB (Produto Interno Bruto) está crescendo pouco e o mercado de trabalho ainda cresce com elevados níveis de informalidade, a renda das pessoas está caindo”, analisa a especialista.
Sumaré é a 2ª da RMC
Sumaré foi o município da RMC (Região Metropolitana de Campinas) com o segundo maior número de novos postos de trabalho criados durante o mês de abril, com 533 vagas geradas. A cidade fica atrás apenas de Campinas, que abriu 2.182 postos no período, segundo o Caged. Ao todo, foram 2.672 admissões ante 2.139 demissões.
Segundo o levantamento, o setor de Serviços é o responsável pelo maior número de contratações, com 288 vagas abertas em abril. Na sequência vem o setor de Construção, com 96 novos postos, seguido por Comércio, com 81 empregos gerados e Indústria, com 56. Agropecuária foi responsável por 12 novas contratações naquele mês no município.
No acumulado do período de janeiro a abril de 2022, o setor de Serviços também foi o que mais se destacou, com 1.398 vagas criadas, o que representa 66,8% do total. A atividade de Construção Civil com 270 vagas geradas ocupa a segunda posição e representa 12,9%, o setor comercial vem em terceiro, com 189 e 9%.
A maior parte dos contratados foi para vagas cujo nível de formação exigido era ensino médio completo, 364 no total. Foram abertas ainda 41 postos de trabalho para profissionais com ensino superior completo, 40 para quem tem ensino médio incompleto, 33 para pessoas com ensino fundamental.
“Os números são resultados do fortalecimento da economia de Sumaré, aproveitando a fase de retomada econômica pós-pandemia. Por meio do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico vem trabalhando em conjunto com empresas da cidade, além de oferecer treinamentos”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Cláudio Padovani.

