Brasileira cria absorvente biodegradável para população de rua e é finalista de prêmio na Europa

Ao portal Deutsche Welle Brasil, a jovem explicou o processo de prototipagem do produto, criado com matéria-prima sustentável como a fibra de bananeira

Atualmente ela trabalha como pesquisadora numa startup de Curitiba (Foto: Reprodução)

A designer de produtos Rafaella Bona Gonçalves, 25 anos, está entre os 3 finalistas do European Inventor Award, evento patrocinado pela União Europeia e dedicado aos maiores inventores do planeta.

A jovem de Curitiba, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), desenvolveu um absorvente 100% biodegradável dedicados às mulheres e homens trans que vivem em situação de rua.

Seu absorvente, batizado de “Maria”, foi criado para combater a pobreza menstrual e atender populações em situação de vulnerabilidade, começando pela capital paranaense.

Ao portal Deutsche Welle Brasil, a jovem explicou o processo de prototipagem do produto, criado com matéria-prima sustentável, como a fibra de bananeira, liner de amido de milho, celulose e espuma de soja.

Atualmente ela trabalha como pesquisadora numa startup de Curitiba e, apesar da carreira cada vez mais reconhecida no exterior, deseja se manter no Brasil e democratizar o “Maria” por aqui.

Há três anos, Rafaella ganhou um prêmio de design na Alemanha e foi convidada para dar uma palestra no TEDx, onde falou sobre pobreza menstrual.

“Não me vejo trabalhando sem propósitos, sem uma causa por trás – Sua prioridade é a pauta da sustentabilidade. Trabalho com design de serviços e sou pesquisadora da experiência do usuário. Vejo para o meu futuro trabalhar em projetos sociais, que causem impacto social, trazendo inovação”, afirmou.

Ao passo que os absorventes tradicionais podem levar mais de meio milênio para se decompor na natureza, o produto desenvolvido por ela leva 1 ano e seis meses.

Em junho, a designer de produtos irá para Munique, na Alemanha, onde ocorrerá a grande premiação do European Inventor Award.

Junto do troféu, o vencedor vai levar € 10 mil (R$ 51 mil), enquanto os projetos medalha de prata e bronze ganharão € 5 mil (R$ 25,5 mil).

Para o futuro, Rafaella almeja uma produção em larga escala, grande o suficiente para atender milhares de pessoas com peridiocidade. 

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