Ao portal Deutsche Welle Brasil, a jovem explicou o processo de prototipagem do produto, criado com matéria-prima sustentável como a fibra de bananeira
A jovem de Curitiba, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), desenvolveu um absorvente 100% biodegradável dedicados às mulheres e homens trans que vivem em situação de rua.
Seu absorvente, batizado de “Maria”, foi criado para combater a pobreza menstrual e atender populações em situação de vulnerabilidade, começando pela capital paranaense.
Ao portal Deutsche Welle Brasil, a jovem explicou o processo de prototipagem do produto, criado com matéria-prima sustentável, como a fibra de bananeira, liner de amido de milho, celulose e espuma de soja.
Atualmente ela trabalha como pesquisadora numa startup de Curitiba e, apesar da carreira cada vez mais reconhecida no exterior, deseja se manter no Brasil e democratizar o “Maria” por aqui.
Há três anos, Rafaella ganhou um prêmio de design na Alemanha e foi convidada para dar uma palestra no TEDx, onde falou sobre pobreza menstrual.
“Não me vejo trabalhando sem propósitos, sem uma causa por trás – Sua prioridade é a pauta da sustentabilidade. Trabalho com design de serviços e sou pesquisadora da experiência do usuário. Vejo para o meu futuro trabalhar em projetos sociais, que causem impacto social, trazendo inovação”, afirmou.
Ao passo que os absorventes tradicionais podem levar mais de meio milênio para se decompor na natureza, o produto desenvolvido por ela leva 1 ano e seis meses.
Em junho, a designer de produtos irá para Munique, na Alemanha, onde ocorrerá a grande premiação do European Inventor Award.
Junto do troféu, o vencedor vai levar € 10 mil (R$ 51 mil), enquanto os projetos medalha de prata e bronze ganharão € 5 mil (R$ 25,5 mil).
Para o futuro, Rafaella almeja uma produção em larga escala, grande o suficiente para atender milhares de pessoas com peridiocidade.