Valores do produto vão de R$ 14,49 a R$ 21,99, segundo levantamento
Um dos vilões da inflação, o café de cada dia é mais um produto que tem pesado no bolso dos consumidores. O TODODIA levantou os valores em dez estabelecimentos. Em Americana, o produto tradicional de 500g pode ser encontrado entre R$ 14,49 e R$ 21,99, uma diferença de 51,7%.
Em Santa Bárbara d’Oeste, os consumidores podem pagar de R$ 14,49 a R$ 21,49 no pó de café, uma variação de 48,3%.
No cenário nacional, o brasileiro enfrenta uma diferença de preço na categoria tradicional da bebida de 40,3%, segundo a pesquisa da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café).
De acordo com o economista Paulo Oliveira, professor da PUC-Campinas, o reajuste acontece devido à safra e às condições climáticas do último ano, onde o país enfrentou períodos de seca e geadas mais intensas.
Outro fator que também contribui para o aumento dos preços é a falta da barreira de exportação. Com a liberdade dos produtores de decidirem o destino do café, a venda para o mercado exterior se torna mais lucrativa, o que acaba determinando o preço vendido no Brasil, sendo equivalente ao valor do produto exportado.
Em fevereiro, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o café moído teve um aumento de R$56,87% em 12 meses. Apenas no primeiro mês deste ano, a alta foi de 6,67% para consumidores e comerciantes.
“É desesperador. Está tudo subindo. Até o momento as vendas não diminuíram porque quem gosta de café, mesmo com o valor mais alto, eles seguem comprando”, disse a balconista de uma padaria em Americana, Silvana Camargo, de 51 anos.
“Tudo está caro, né?! Comida, café, botijão de gás. Mas mesmo assim não deixo de comprar e nem troco a marca que eu gosto”, falou a enfermeira Nilda Batista, de 48 anos.
Já o funcionário público Anderson Ramos, 26, disse que escolhe pelo preço e não pela marca. “Está muito caro! Sempre escolho o mais barato do mercado”, disse.
De acordo com a ABIC, mesmo com a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus, o consumo por café cresceu 1,71% entre agosto e dezembro de 2021, em relação ao mesmo período do ano anterior. A bebida é considerada um dos alimentos mais importantes para os brasileiros e para a indústria nacional.
Para aqueles que desejam economizar e não querem deixar o café de lado, a estratégia é comparar os preços entre as marcas que estão no mercado. Caboclo, Canecão e Cassiano são as marcas mais em conta, que variam entre R$14,49 e R$ 20,99 nos supermercados de Americana e Santa Bárbara d’Oeste. Já os que preferem marcas mais refinadas, o valor é bem maior.


