Começa a montagem da maior roda-gigante da América Latina em SP

Segundo o governo do estado, roda gigante será a maior da América Latina e faz parte das ações de revitalização do entorno do Rio Pinheiros. 

O objetivo é levar um novo equipamento para fomentar o turismo no parque e, consequentemente, emprego e renda durante a montagem até a operação (Foto: Divulgação/SPBW)

Uma roda-gigante de 91 metros está sendo instalada no parque Cândido Portinari, ao lado do parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo. Com a inauguração, prevista para junho deste ano, a Roda São Paulo será a maior da América Latina, superando as instaladas em cidades como Paris, Toronto e Chicago, segundo a Sima (Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo).

De acordo com a SPBW (São Paulo Big Wheel), empresa responsável pela montagem, manutenção e gerenciamento da estrutura, a roda-gigante terá 42 cabines de observação com capacidade para até dez pessoas, ar-condicionado, monitoramento por câmeras, interfones e wi-fi, além de iluminação cênica, projetada para interagir com a cidade. Para a montagem da estrutura de mais de mil toneladas será utilizado o maior guindaste rodoviário disponível no Brasil.

A expectativa é que a Roda São Paulo receba entre 600 mil e 1 milhão de visitantes por ano, cerca de 10% do atual público frequentador dos parques Cândido Portinari e Villa-Lobos.

De acordo com o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, haverá ações e tarifas sociais para que as comunidades do entorno também usem o espaço. O preço dos ingressos ainda não foi definido.

“Nós estamos levando um novo equipamento para fomentar o turismo no parque e, consequentemente, emprego e renda durante a montagem até a operação. Além disso, a premissa do projeto considerou aspectos sociais e inclusivos, de modo que o responsável deverá fornecer ingressos para escolas públicas e para a comunidade do entorno”, afirma o secretário. A SPBW destinará recursos da receita da atração para investimentos no parque.

A empresa diz que o empreendimento contará também com um programa de educação socioambiental em linha com os objetivos de desenvolvimento sustentáveis da ONU (Organização das Nações Unidas) para 2030. “Já temos a roda-gigante de Balneário Camboriú, que está sendo um sucesso, um ícone para a cidade. Só no ano passado tivemos mais de 500 mil pessoas, mesmo com resquícios da pandemia. Da mesma forma, esperamos trazer isso para São Paulo, a exemplo de grandes centros urbanos como Londres, Las Vegas, Dubai”, diz o diretor de operações da Roda São Paulo da SPBW, Marcelo Mugnaini. “Acima de tudo, queremos resgatar o que é uma roda-gigante, deixar uma memória afetiva e uma imagem muito agradável de descontração na cidade”, completa.

Ainda segundo o projeto, será construída uma área de convivência integrada ao Cândido Portinari, feita com materiais sustentáveis, que contará com soluções de reúso de água e acessibilidade para pessoas com deficiência e dificuldade de mobilidade.

De acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, os recursos para a construção da roda-gigante são privados. A montagem da Roda São Paulo conta com 200 trabalhadores e, quando concluída, deverá gerar 160 empregos diretos e indiretos.

Polêmica entre vizinhos

Quando anunciada, em outubro de 2020, a atração gerou polêmica entre moradores vizinhos ao parque. Em redes sociais, havia quem reivindicasse o embargo da construção e reclame que o projeto vai “tirar a calmaria” e trazer “problemas de criminalidade”.

No grupo “Alto de Pinheiros quer paz”, no Facebook, a roda gigante embalou discussões. “Como atuar para embargar a construção de uma roda gigante no Parque Villa-Lobos”, escreveu uma participante.

“Também não gostei, vai ficar horrível e piorar a frequência”, escreveu outro. “Esse aparelho vai tumultuar nosso sossegado bairro, tirando nossa calmaria, além de trazer problemas logísticos, de criminalidade”, criticou mais um integrante.

No entanto, no grupo de moradores, muitos defenderam o novo projeto para a região. “O parque é enorme, cheio de espaços vazios, uma alegria para as famílias e não atrapalha nenhuma vista ou fluxo de veículos já existentes. Vamos deixar de bairrismo, esnobismo e elitismo”.

Informações integrativas G1 e R7 

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