O time terá Antony na ponta direita, Vinicius Júnior aberto pela esquerda e Lucas Paquetá e Neymar mais centralizados, dividindo responsabilidades entre meio-campo e ataque
Trata-se de uma escalação sem centroavante de origem e que privilegia atacantes ousados, que gostam do drible e do jogo em alta velocidade. Já classificada para a Copa do Qatar, a seleção brasileira cumpre tabela nas Eliminatórias testando opções táticas e tentando empolgar o torcedor em seu último jogo no país antes do torneio. Quase 50 mil ingressos já foram vendidos e a bola rola a partir de 20h30, no Maracanã.
Paquetá e Neymar são titulares frequentes da seleção e chamam atenção pelo entrosamento nas tabelas e até em dancinhas na comemoração dos gols. A dupla faz parte do ranking dos dez maiores dribladores das Eliminatórias, de acordo com as estatísticas oficiais. Vinicius Júnior tem só seis jogos nas Eliminatórias, mas aparece com destaque num contexto em que tem mais tempo para mostrar serviço. No Campeonato Espanhol, ele é o maior driblador de todos. A média é de três vezes por jogo em que deixa adversários para trás em jogadas de um contra um.
A marca de Antony no Campeonato Holandês também é boa, de 1,8 drible bem-sucedido por jogo. Pela seleção, por outro lado, o ex-são-paulino tem só seis jogos e ainda não foi titular. Nesta quinta será sua estreia.
Tite confirma saída
Eleito presidente da CBF na manhã desta quarta-feira (23), Ednaldo Rodrigues disse que ainda discutirá com o técnico Tite sobre sua permanência no comando da seleção brasileira após a Copa do Qatar. Mas o próprio Tite impediu que o assunto repercutisse mais. “Muita luz para dirigir não só a seleção brasileira, mas o conjunto futebol, e que ele seja parte harmônica dessa situação toda, é meu desejo. Segundo, o assunto já está batido e passado. Desde a minha entrada já externei essa vontade [de sair depois da Copa do Mundo]. É notícia já passada. E maturidade na sequência da nossa vida”, afirmou Tite.

