Estreias têm indicado a sete Oscars e coprodução de Brasil e Argentina
Quem já viu “O Túmulo dos Vagalumes”, “Cafarnaum” ou “O Império do Sol”, sabe como o ponto de vista das crianças nos ajuda a entender -e a dramatizar ainda mais- o dissabor da guerra. Em “Belfast”, filme que concorre a sete estatuetas no Oscar e foi premiado no Festival de Toronto, o diretor Kenneth Branagh une isso à nostalgia para regressar à cidade de sua infância e retratar o quebra-pau entre católicos e protestantes na atual capital da Irlanda do Norte em 1969.
Em preto e branco, o filme assume a perspectiva do pequeno Buddy, na estreia de Jude Hill, para enxergar o conflito e o impacto no seu entorno familiar. Conhecido por transitar pelas grandes produções de Hollywood com facilidade -caso do recente “Morte no Nilo”-, este trabalho entra para o currículo de Branagh como uma de suas investidas mais pessoais.
Falando em produções estrelares, os Estados Unidos só trazem mais uma nesta semana: “Agente das Sombras” -de resto, os filmes do país seguem abocanhando a maior parte das salas com “Batman”. Aqui, Liam Neeson vive um velho brucutu que, enquanto faz o trabalho sujo para o governo, descobre uma operação secreta e sanguinária que ele quer impedir antes de se aposentar e ser um vovô comum.
De resto, há novos filmes internacionais em cartaz. A começar pelo novo trabalho do cultuado diretor alemão Dominik Graf, talvez em seu trabalho mais ousado, levando a Berlim de 1931 às telonas com “Fabian – O Mundo Está Acabando”. O longa é baseado em um romance e acompanha a jornada de um rapaz que trabalha em publicidade para cigarros e tem uma nova vida ao se apaixonar por uma atriz.
Já “Sword Art Online Progressive – Ária de uma Noite sem Estrelas” representa o crescente mercado do cinema de animação japonês nas salas nacionais, com um filão da cultura pop que conquista brasileiros. O filme é para os otakus gamers e fãs da franquia que rendeu livros e séries.
Falando em outros mundos, “Visões do Império” é um documentário português que explora o imaginário colonial a partir de fotografias pessoais da diretora e registros dos colonizadores desde o século 19 até a Revolução dos Cravos, em 1974.
Por fim, “Esse Fim de Semana”, coprodução de Brasil e Argentina, traz a história de uma mãe que retorna à sua cidade para assinar uma autorização para a filha sair do Paraguai com o pai, mas esse retorno toma rumos inesperados.
Se for ao cinema, lembre-se de usar máscara. A exigência do uso do equipamento deixou de existir em espaços abertos, mas segue normal nos cinemas.

