Torcedor com tatuagem nazista é expulso

Outros torcedores do Brasil se revoltaram com o homem e o expulsaram da arquibancada durante o jogo do Brasil contra o Novo Hamburgo, pelo Campeonato Gaúcho 

Símbolos | Homem com tatuagens Cruz de Ferro e Mein Kampf é expulso de estádio (Foto: Reprodução)

Um torcedor do Brasil de Pelotas foi expulso do estádio Bento de Freitas, da cidade de Pelotas no estado do Rio Grande do Sul, neste domingo (13) por exibir uma tatuagem com o título da autobiografia de Adolf Hitler, “Mein Kampf” (Minha Luta), livro que inspirou o movimento nazista na Alemanha. Outros torcedores do Brasil se revoltaram com o homem e o expulsaram da arquibancada durante o jogo do Brasil contra o Novo Hamburgo, pelo Campeonato Gaúcho.

A tatuagem com o título do livro de Hitler foi vista nas costas do homem, que ainda não foi identificado. Ele também trazia no braço o símbolo de uma cruz, parecida com a Cruz de Ferro, outro símbolo usado pelo exército nazista na primeira metade do século passado. Em nota, o Brasil confirmou o incidente e elogiou a iniciativa da torcida de expulsar o homem tatuado.

Em conversa com a reportagem, um dos torcedores que estavam no local na hora do tumulto afirmou que imagens das tatuagens começaram a circular no WhatsApp ainda no intervalo da partida. A torcida local ficou indignada e passou a procurar o homem para tomar satisfação. Ao ser abordado, o homem tentava se justificar, dizendo que as palavras eram “só o nome de um livro”. Os demais torcedores chamaram a equipe de segurança do estádio que levaram o homem tatuado pra fora.

O caso repercutiu nesta segunda-feira (14) nas redes sociais. Políticos de esquerda elogiaram a atitude da torcida de expulsar o homem com as tatuagens nazistas. “Parabéns a torcida do Brasil de Pelotas por ter expulsado o homem com tatuagens neonazistas da arquibancada no jogo de ontem”, escreveu Manuela Dávila, ex-candidata a vice-presidente da República, do PCdoB. “Não podemos tolerar que manifestações como essa sejam toleradas!”

O caso chama a atenção após uma semana em que a defesa do nazismo virou pauta em um dos podcasts mais populares do país. Na última terça-feira, o apresentador Bruno Aiub, o Monark, foi demitido do Flow Podcast após defender a descriminalização do partido nazista no Brasil.

A defesa do nazismo se enquadra na Lei 7.716 de 1989, segundo a qual é crime:
Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa – ou reclusão de dois a cinco anos e multa se o crime foi cometido em publicações ou meios de comunicação social.

Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. 

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