Em outra frente, a campanha de Tebet também busca avançar em território tucano e atrair o partido para uma futura chapa
Enquanto membros de peso do PSDB vocalizam e tentam aumentar a dissidência à pré-candidatura de João Doria, governador de São Paulo, Tebet envia sinais de proximidade política e ideológica com o PSDB.
Nesta terça-feira (15), o tema de uma candidatura única estará na pauta de uma reunião envolvendo os presidentes dos três partidos: Baleia Rossi (MDB-SP), Luciano Bivar (União Brasil-PE) e Bruno Araújo (PSDB-PE).
As tratativas para a formação de uma federação entre MDB e União Brasil evoluíram nos últimos dias, ao ponto de alguns caciques considerarem “praticamente fechada”.
“O caminho mais provável da União Brasil é a federação com o MDB. Não sendo possível essa federação, vamos fazer aliança”, disse à Folha de S.Paulo o presidente da União Brasil, Luciano Bivar. O mapeamento de estrategistas das duas siglas aponta que uma aliança é possível em 20 das 27 unidades da federação.
Emedebistas buscam avançar nas negociações nesses estados onde não há um antagonismo aberto entre os dois partidos e fogem inicialmente dos estados de grande influência do PT – muitos membros do MDB são favoráveis a uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dentre os estados mais problemáticos estão Pernambuco, Bahia e Amapá. Na Bahia, por exemplo, o partido se encontra dividido, com uma ala mais próxima de ACM Neto e outra ligada ao senador Jaques Wagner (PT-BA). No Amapá o entrave seria o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manda-chuva da União Brasil local e que articula sua reeleição.

