Ministério investiga o quanto a invasão do site da pasta nesta sexta danificou base de dados
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, disse que ainda não é possível avaliar se houve perda de dados após o ataque hacker na madrugada desta sexta-feira (10).
Isso ainda está em processo de investigação por ser uma base de dados muito extensa. “Essa é uma pergunta que todos se fazem. O próprio ministério faz essa pergunta. A gente está finalizando as investigações. Tanto a gente quanto a empresa contratada, que hospeda os dados, tem uma política de backup. Ao importar esses dados algum dado pode se corromper. É muito cedo para afirmar categoricamente”, avaliou.
Cruz disse que ainda vai ser avaliado pela pasta o que se pode fazer para evitar um novo ataque. Para isso, acredita ser necessário se reunir com a Abin e a Polícia Federal para aprimorar os processos dentro do ministério.
O ataque comprometeu alguns sistemas da pasta, como o e-SUS Notifica, Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), ConecteSUS e funcionalidades como a emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 e da Carteira Nacional de Vacinação Digital.
O secretário-executivo esclareceu que diversos sistemas importantes para o funcionamento da saúde foram restabelecidos. Entre eles, os sistemas que regulam filas, marcam cirurgias, que também tinham ficado fora do ar.
No entanto, as bases de dados que tratam do registro da vacinação não conseguiram ser restabelecidas, como o ConectSus. Ainda não há prazo para que voltem a funcionar. “O time está trabalhando intensamente para conseguir restabelecer da forma mais rápida”, disse.
O site do Ministério da Saúde saiu do ar na madrugada desta sexta. Ao tentar acessar o portal, usuários encontraram um recado afirmando que os dados do sistema haviam sido copiados e excluídos e estavam nas mãos do grupo invasor.

