Feriado de protestos em Americana

Grupos pró-Bolsonaro tomam Av. Brasil em passeata, enquanto movimentos contrários protestam no Zanaga 

Passeata | Segundo organizadores, mais de 5 mil pessoas participaram do ato pró-governo na Avenida Brasil (Foto: Rafael Rezende/ TodoDia)

Assim como em outras cidades do país, Americana contou com atos em apoio e em protesto ao governo do presidente Jair Bolsonaro no feriado de Independência, nesta terça-feira (7).

Por volta das 9h, os primeiros manifestantes a favor do governo começaram a chegar em frente ao Jardim Botânico “Prefeito Carroll Meneghell”, na Rua Abrahim Abraham.

Em pouco tempo uma multidão já se reunia em torno de um trio elétrico que acompanhou os manifestantes por todo o trajeto.

Uma enorme bandeira do Brasil de cerca de 10 metros foi aberta por cima de parte das pessoas que caminhavam sentido Avenida Brasil, enquanto cantavam o Hino Nacional ao mesmo tempo que era tocado por um dos dois carros de som do protesto.

A grande maioria dos participantes vestia verde e amarelo, muitos com as cores estampadas em camisas da seleção brasileira de futebol.

Alguns deles carregavam a bandeira nacional amarrada no pescoço.

Uma faixa pedindo o voto impresso, de aproximadamente cinco metros, foi esticada logo em frente à multidão.

De acordo com o empresário Fernando Vaz, um dos organizadores do evento, a expectativa de público foi superada.

Ele diz que o objetivo do ato era pedir pela volta dos direitos constitucionais e pela mudança no sistema eleitoral. “Esperávamos umas 2 mil pessoas, mas contabilizamos entre 5,5 mil e 6 mil. Consideramos que foi um sucesso”, afirma. Segundo Vaz, um grupo de 26 ciclistas se juntou à passeata, assim como 28 caminhões de médio e grande porte. O ato contou ainda com 72 carros 32 motocicletas.

A Gama (Guarda Municipal de Americana) e a PM (Polícia Militar) acompanharam o protesto e organizaram o trânsito. Nenhum incidente foi registrado e não há dados oficiais quanto ao número de participantes.

GRITO DOS EXCLUÍDOS
Conforme planejado, movimentos sociais, representantes de partidos de esquerda e de pastorais participaram da 27ª edição do “Grito dos Excluídos e das Excluídas”, realizado na Praça Vinícius de Morais, no bairro Zanaga.

Apesar do verde e amarelo estarem presentes, o vermelho e o preto deram o tom da manifestação, em alusão às vítimas de Covid-19. A concentração para o evento começou às 9h30.

Cartazes pedindo a saída do presidente Bolsonaro e lembrando a quantidade de mortos em consequência do coronavírus foram empunhados pelos manifestantes.

“Atingimos nosso propósito de explorar os temas levantados pelo Grito dos Excluídos este ano, além de pedirmos por mudanças na condução na maneira com que o país está sendo conduzido”, comenta Rafael Bernardi, um dos organizadores do evento.

O lema dessa edição do evento pedia por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda. O grupo fez uma caminhada pela Avenida Cecília Meireles. O ato contou com a fala de representantes de movimentos sociais e lideranças políticas. A vereadora Professora Juliana (PT) participou do evento, que terminou por volta de 12h. 

Santa Bárbara d’Oeste tem carreata
Em Santa Bárbara d’Oeste, os simpatizantes do governo Bolsonaro optaram por uma carreata. Os manifestantes partiram de frente da prefeitura, na Avenida Monte Castelo, seguindo pela Avenida Santa Bárbara, até a altura da Avenida Alfredo Contatto. O ato na cidade foi acompanhado pela PM, que registraram 25 motos, quatro caminhões, 235 veículos e, aproximadamente, 700 pessoas. Também não foram registrados incidentes.

Manifestantes em frente a prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste (Foto: Rafael Rezende/ TodoDia)

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