Promessa de muitas medalhas

Paralimpíadas começam nesta terça e Brasil tem chances de conquistar ainda mais pódios do que os 21 de Tóquio

Desde que o esporte para cegos estreou nos Jogos Paralímpicos, em
Atenas-2004, a seleção brasileira masculina (não há disputa feminina) venceu todas as edições (Foto: Divulgação)

Quem vibrou com o recorde de 21 medalhas do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio poderá comemorar um número bem maior delas nas Paralimpíadas, que começam nesta terça-feira (24), às 8h (Brasília). A expectativa é que os atletas do país subam ao pódio nos 12 dias com disputas, até 5 de setembro.

O SporTV e a TV Brasil prometem transmitir vários eventos. A Globo passará as semifinais e a final do futebol de 5, se houver presença brasileira.

Os Jogos no Japão terão 540 eventos com distribuição de medalhas, bem acima dos 339 das Olimpíadas. Isso mesmo com um número bem inferior de atletas em ação: 4.400 são esperados agora, contra mais de 11 mil nas Olimpíadas.

O que garante o grande volume de pódios das Paraolimpíadas é o número de classes criadas para contemplar a participação de pessoas com diferentes tipos de deficiência. Só no atletismo serão 168 medalhas de ouro em jogo.

Em 2016, no Rio, o Brasil bateu seu recorde de medalhas, com 72 (14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes), na oitava posição do quadro geral. Devido ao número de ouros (21), a campanha de Londres-2012 permitiu uma colocação ainda melhor (sétimo), mesmo com um total de medalhas inferior: 43.

Agora, o único objetivo traçado oficialmente pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) é permanecer entre os dez primeiros.

Chance de pódio triplo
Outra prova de velocidade em que o Brasil deverá ter bastante destaque é a dos 100m feminino da categoria T11 (para cegos). A acriana Jerusa Geber, 39, é a atual campeã mundial e recordista. A potiguar Thalita Simplício, 24, e a paranaense Lorena Spoladore, 25, também têm ótimos currículos e estarão na cola brigando pelo pódio. A final será no dia 31 de agosto, às 8h02.

O paraibano Petrúcio Ferreira, 24, é o atleta paralímpico mais rápido do mundo. Sua marca de 10s42 nos 100m rasos registrada no Mundial de Dubai, em 2019, é até hoje a melhor da história. Em junho, ele ficou a três centésimos dela, ao alcançar 10s45 na seletiva para Tóquio. Nascido em São José do Brejo do Cruz, o velocista sofreu um acidente com uma máquina de moer capim aos 2 anos e perdeu parte do braço esquerdo. A defesa de sua medalha de ouro olímpica nos 100m da classe T47 (para deficiência nos membros superiores) ocorrerá na sexta-feira (27).

Petrúcio, o mais veloz (Foto: Divulgação)

A despedida de Daniel Dias
Maior atleta paraolímpico do Brasil, com 24 medalhas conquistadas em três edições dos Jogos, 14 delas de ouro, o nadador paulista vai se aposentar das piscinas após Tóquio.

Aos 33 anos, desta vez Daniel Dias terá uma concorrência mais acirrada para defender seus feitos. Não por queda do próprio desempenho, mas porque alguns rivais que competiam numa classe para pessoas com menor comprometimento motor foram reclassificados e agora disputam junto com ele.

O atleta, que nasceu com má-formação dos membros superiores e na perna direita, deverá marcar presença em cinco provas da categoria S5.

A primeira será os 200 m livre, com a final às 7h52 de quarta-feira (25). Seu último ato, nos 50 m livre, está programado para as 7h29 do dia 1º de setembro.

Para a história | O nadador Daniel Dias é o maior atleta paralímpico brasileiro (Foto: Divulgação)

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