Falta de chuva exige uso consciente

PCJ alerta que é preciso evitar desperdício e monitorar reservatórios para evitar problemas de abastecimento 

Rio | Baixo volume de chuva tem afetado o nível dos mananciais e represas da região e acende o sinal de alerta (Foto: Aquivo/ TodoDia)

Com o volume de chuvas abaixo do esperado em toda a região de Campinas e também na região do Cantareira, o Consórcio das Bacias PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí) tem alertado a população e as prefeituras sobre a necessidade de fazer uso consciente da água e de monitoramento constante dos reservatórios. Na região, Hortolândia e Santa Bárbara d’Oeste têm apostado nos reservatórios e nas ações de conscientização para manter o abastecimento mesmo diante do cenário de estiagem.

De acordo com o secretário-executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, o momento não é de alarmismo, mas de atenção em relação aos recursos hídricos. Dados da entidade mostram que, nos últimos cinco anos, as chuvas têm sido em volume 17% menos que a média histórica e que isso tem se refletido na disponibilidade de água nas nascentes dos rios e na reposição de água dos lençóis freáticos.

“Estamos com um cenário hoje de reservatórios e vazões abaixo do esperado. Isso sinaliza que essas chuvas menores que a média estão agora apresentando um reflexo maior em 2021. Já tivemos sinalizações em 2020, quando a estiagem foi prolongada, as chuvas voltaram a ocorrer somente a partir de dezembro”, explicou Lahóz.

Diante desse cenário, o secretário disse que, desde o fim do ano passado, foram emitidos três alertas da entidade sobre a situação.

“Desde 2020 prevíamos que 2021 seria um ano mais seco. Lançamos já três alertas sobre isso. Em abril, encaminhamos ofícios para todos os associados alertando que começou a estiagem, disponibilizamos medidas de contingenciamento. Entre elas, medidas não estruturais, de sensibilização da sociedade do que está ocorrendo, para que a sociedade faça uso consciente da água, e alertas para que a sociedade já pense nos anos futuros sugerindo a construção de cisternas para aproveitamento de água da chuva”, relatou.

Lahóz disse ainda que, desde a crise de 2014, foram feitas intervenções do Governo do Estado no Sistema Cantareira que fazem com que a situação dele não seja tão grave quanto à registrada naquela época, mas alertou para que a população faça sua parte antes que o cenário piore.
“Fica evidente que a água é um bem escasso e deve ser utilizado de maneira consciente. O que recomendamos é que a comunidade se mantenha alerta”, disse.

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