Um Pós-Represa autossustentável

A gleba ainda disponível para a expansão urbana de Americana –  os 35 quilômetros quadrados do Pós-Represa – tem um planejamento de crescimento ordenado e respeito ao patrimônio ambiental. Mas, além de ser uma área de interesse turístico – que promete incrementar a economia do município -, vai reservar espaço para a instalação de um distrito industrial e ocupação residencial planejada.

A proposta é dotar a gleba de uma infraestrutura de serviços que mantenha a população residindo próximo ao trabalho, preservando a fluidez viária da região.

O projeto de lei do Executivo regulamentando a Apama (Área de Proteção Ambiental de Americana) foi aprovado pela Câmara após cinco audiências públicas, organizadas desde o ano passado. Ficaram definidas diretrizes para a proteção de mananciais, a recuperação ciliar e a expansão do polo turístico, que vai contar com equipamentos de lazer, bares, restaurantes e pousadas.

De acordo com o secretário de Planejamento, Ângelo Sérgio Marton, o interesse básico do projeto foi transformar o Pós-Represa no novo vetor de desenvolvimento econômico da cidade.

“O mais interessante é que os próprios vereadores, sem qualquer interferência política e ideológica, aprovaram o projeto porque eles também enxergam a área como o futuro da nossa cidade”, disse, durante entrevista concedida depois da sessão da semana retrasada.

As regras da ocupação foram definidas por um corpo técnico que se debruçou sobre sugestões. O Pós-Represa já abriga diversos bairros rurais, que passam por regulamentação fundiária e trabalham com produção agrícola sustentável Cerca de 6 mil pessoas já residem na região.

Desde o início dos debates, foi formada entre os vereadores uma comissão especial para o debate do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado.

O projeto foi tema de cinco audiências públicas, uma delas tendo sido realizada na região do Pós-Represa, com a presença de moradores.

O texto foi aprovado em primeira discussão com emendas compiladas a partir das sugestões apresentadas nas audiências e depois em segunda discussão durante a última semana.

Antes de propor a expansão residencial no trecho, no entanto, o texto definiu todas as áreas que precisam ser preservadas ao longo de córregos e áreas protegidas de vegetação. De acordo com o secretário, a gleba representa praticamente um terço do território americanense, e terá uma expansão-modelo.

“Nenhum município da RMC conta com um espaço como a Represa de Salto Grande. E a gleba tem tudo para atrair turistas do Interior todo”, afirma o secretário.

Para ele, os próximos prefeitos da cidade vão implementar o projeto com diretrizes viárias, econômicas e ambientais estudadas detalhadamente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *