Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) formaram maioria nesta sexta-feira (21) para manter o acordo trabalhista entre os Correios e seus funcionários válido somente por um ano.
Mesmo com a derrota, os trabalhadores decidiram manter a greve da categoria, que começou na última terça-feira (18).
Em sessão virtual, o ministro relator Dias Toffoli votou a favor da liminar concedida aos Correios no ano passado. Sete ministros acompanharam o voto, garantindo a vitória da estatal.
Em 2019, após campanha salarial e greve, os trabalhadores e os Correios fecharam, em acordo no TST (Tribunal Superior do Trabalho), a convenção coletiva da categoria, válida por dois anos.
No entanto, a estatal discordou da decisão e foi ao Supremo, que concedeu liminar, limitando os efeitos da convenção por apenas um ano. Com isso, a validade acabou em julho.
Segundo Douglas Melo, diretor da Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) e do Sintect (sindicato dos funcionários dos Correios em SP), os funcionários seguirão de braços cruzados.
“Infelizmente, o Supremo manteve a liminar do Dias Toffoli que reduziu a vigência de nosso acordo. Porém, vamos manter a greve e orientar pela ampliação dela”, afirma.
O movimento dos trabalhadores é contra a retirada de 70 dos 79 itens do acordo coletivo. Entre os direitos estariam adicional por risco na pandemia e licença-maternidade de 180 dias, entre outros.