A Justiça determinou que seja realizado leilão de equipamentos do Clube Americanense de Caça, Pesca e Tiro Esportivo. A decisão é do juiz Márcio Roberto Alexandre, da 3ª Vara Cível de Americana, devido a dívidas do clube com o advogado Sidnei Evangelista de Toledo.
A dívida, de 2014, não foi paga e, com atualização monetária, chega a R$ 1 milhão. O valor deveria ter sido quitado até 2017.
Rafael de Castro Garcia, advogado de Toledo, conta que está em contato com o advogado do Clube Americanense de Tiro para tentar um acordo antes da realização do leilão, marcado pelo juiz para acontecer a partir de 18 de setembro.
Serão leiloados para o pagamento da dívida máquinas manuais, automáticas, fones e equipamentos para competição de tiro.
“O Sidnei, que também é advogado, recebeu de crédito de indenização de pagamento de um cliente que devia para ele e não podia pagar, de uma terceira pessoa que era detentora de crédito do clube. A última coisa que meu cliente quer é o leilão”, explica Garcia.
Segundo o advogado, o Clube Americanense de Tiro teve diversas oportunidades para pagar a dívida.
“Demos várias chances, com parcelamento, e o pagamento não ocorreu. Chega um dado momento que tem que impulsionar o processo. O prazo extingue e tem que dar andamento. Mas tudo indica que a gente chegue a um acordo antes deste primeiro leilão”, disse o advogado. Um segundo leilão já está marcado, para 21 de setembro.
Garcia afirmou que teve notícias do advogado do Clube Americanense de Tiro de que a entidade poderia ser despejada e que fazia acordo para continuar no local.
“O valor da dívida com atualização monetária hoje é de R$ 1,5 milhão, muito dinheiro. Vamos tentar encontrar uma solução, pagamentos mensais, para não sair um leilão. Temos um bom relacionamento com o presidente Eduardo Bazzana, estamos em busca do acordo”, disse.
A reportagem conversou com Bazzana na terça-feira (18) e ele prometeu um retorno para falar sobre o tema, o que não aconteceu até o fechamento desta edição.
EQUIPAMENTOS
São 67 equipamentos que serão leiloados, avaliados no total em cereca de R$ 200 mil. São 30 máquinas de fossa olímpica (avaliadas em R$ 120 mil), três máquinas de trap, lançadora de prato (avaliadas em R$ 15 mil), duas máquinas de skeet (R$ 10 mil), sete máquinas de alvo elétrico de chumbinho (R$ 2,1 mil), seis máquinas de percurso de caça (R$ 30 mil), 15 fones para comando de voz (R$ 3 mil) e quatro máquinas eletrônicas de comando (R$ 12 mil).