O governo do Estado de São Paulo anunciou ontem que está autorizada a ampliação de seis para oito horas diárias de funcionamento do comércio na região de Campinas. A medida vale para todas as regiões que estão na fase amarela.
“Os empresários poderão escolher se adotam jornada contínua ou fracionada. A medida foi aprovada pelo centro de contigência. Os prefeitos têm autonomia para aplicar a medida e decidir se a mudança será adotada e em que momento ela pode ser adotada”, declarou o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM).
Decreto estadual será publicado amanhã com a mudança. A partir daí, cabe a cada prefeito definir a mudança. Não foram revelados detalhes, como se haverá mudanças no limite de horário de funcionamento dos bares e restaurantes, que até o momento só podem atender presencialmente até as 17h.
O coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, José Medina, disse que o aumento para oito horas diárias é o limite possível de ampliação para a fase amarela.
“Para expandir mais o horário, só na fase verde. E a fase verde depende da melhora dos indicadores, que depende da dedicação de todos quanto aos protocolos de cuidados. Agora, qualquer tipo de mudança depende do avanço nos indicadores”, relatou.
Na fase verde, a capacidade de atendimento aumenta de 40% para 60% e não há limite de horas diárias de funcionamento. Para uma região mudar para a fase verde, ela precisa ficar pelo menos 28 dias na fase amarela.
A região de Campinas evoluiu para a fase amarela no dia 8 de agosto. Portanto, um avanço à fase verde na região só seria possível em setembro.
Prefeituras vão analisar a mudança
Prefeituras da região informaram que vão avaliar como será feita a ampliação do horário do comércio.
Em Americana, segundo a Vigilância Sanitária, a ampliação do horário “é de competência exclusiva do Comitê Municipal de Crise, que certamente irá avaliar o contexto, para adotar ou não tal medida no âmbito municipal”.
A Prefeitura de Hortolândia, por meio do Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Coronavírus, informou que avalia o cenário municipal e que “ainda analisa a possibilidade de ampliar o horário de atendimento dos comércios, de seis para oito horas diárias, assim como a data prevista para reabertura e liberação dos parques públicos municipais”.
Segundo o Executivo, o tema está em discussão pelo comitê, seguindo os critérios para garantir a segurança da população, baseados no plano de retomada consciente, para conter a disseminação da Covid-19.
A Prefeitura de Nova Odessa informou que aguarda a publicação do decreto do governo do Estado, mas já adiantou que o município seguirá a nova regra aprovada pelo Centro de Contingências, que prevê a abertura de estabelecimentos comerciais por oito horas a partir de sexta-feira (21).
Em Santa Bárbara d’Oeste, a prefeitura também confirmou a mudança. “Desde o primeiro momento o município sempre cumpriu a legislação estabelecida”, informou.
A Prefeitura de Sumaré, que também deve aderir, não respondeu aos questionamentos da reportagem.
Ampliação anima associações comerciais e industriais da região
Associações comerciais e industriais da região comemoram a possibilidade de ampliação do horário de funcionamento dos estabelecimentos.
Segundo Wagner Armbruster, presidente da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana), a associação está preparada para a mudança.
“Vamos incentivar esse retorno. O otimismo é grande e todos estão muito empolgados com a retomada. Sabemos que teremos de ter uma série de adaptações. Vamos prosseguir orientando todos para seguirem os protocolos e chegarmos ao mais próximo da normalidade”, declarou.
João Batista de Paula Rodrigues, presidente da Acisb (Associação Comercial e Industrial de Santa Bárbara d’Oeste), comemorou a notícia. “Muito boa (a notícia). Nossa expectativa era não voltar para a fase laranja, mas graças a Deus foi tudo bem e com essa notícia aí, praticamente quase que volta ao normal de antes”, analisou.
Ele disse que comerciantes e consumidores têm obedecido as regras. “Não tem aglomeração. E com as oito horas vai diluir o fluxo de gente ainda mais. É muito bom, positivo para todos seguirem trabalhando”.
Para o presidente da Acino (Associação Comercial e Industrial de Nova Odessa), Samuel Teixeira, a mudança é boa. “Vejo como positivo para os nossos empresários em geral. Estamos alinhando a situação com a prefeitura”, informou.
Juarez Pereira da Silva, presidente da Acias (Associação Comercial e Industrial de Sumaré), seguiu a mesma linha. “Ótimo que começa a ter maior fluidez na ampliação do horário do comércio. A Acias continua recomendando muita atenção aos protocolos de segurança e saúde em seu real cumprimento. Não se deixe levar pela sensação de afrouxamento. Contamos com a responsabilidade de todos para avançarmos à fase verde”, disse.
A Aciah (Associação Comercial e Industrial de Hortolândia) não comentou a mudança.