Doações de animais caem e castrações têm alta em Sumaré

A adoção de animais em Sumaré caiu até 80% em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Essa queda foi sentida tanto pela prefeitura quanto pela ONG (Organização Não Governamental) Viralatinhas de Sumaré. Já o número de castrações aumentou.

Segundo o Dembeas (Departamento Municipal de Bem-Estar Animal), antes da pandemia a média mensal de adoções era de seis animais. Em março e abril, a média caiu para dois.

Nas feirinhas de adoções realizadas aos sábados, a ONG tinha quatro ou cinco adoções no fim de semana, totalizando 16 a 20 mensais.

Desde o início da quarentena, com a interrupção das feiras, para evitar aglomerações, esse número caiu para quatro animais que ganharam um lar em quatro semanas.

A informação é da diretora de Relações Públicas da entidade protetora dos animais, Maria Conceição Suguihara, a Tuca. “Houve uma redução muito grande”, diz.

Tuca acredita que as feiras ajudam na adoção porque os interessados querem ver os animais. “Pode ser que isso desestimule a adotar”, diz Tuca, que abriga em sua casa 28 cães e 54 gatos.

Com a pandemia, pessoas têm ligado para a entidade para desistir da adoção.

Foi o caso de uma faxineira que ligou para Tuca para comunicar que as faxinas haviam sido canceladas e ficou sem recursos para manter o animal.

A diretora de Relações Públicas da Viralatinhas pediu à mulher para não abandonar o animal e aguardar até a adoção. “Temos esperança que vai passar”, ressaltou Tuca.

O departamento da prefeitura ressalta a importância da adoção dos animais. “Além de contribuir para a redução do número de animais em situação de rua ou abandono, a adoção diminui as incidências de doenças”, ressaltou, em nota.

O Dembeas foi inaugurado em julho do ano passado para humanizar o atendimento aos animais vítimas de maus-tratos, abandono e atropelamento. Também conscientiza sobre posse responsável e controle populacional de cães e gatos.

À Vigilância em Zoonoses cabe cuidar da saúde pública e tratar as doenças que podem ser transmitidas dos animais aos homens. Em razão da pandemia do novo coronavírus, a vacinação antirrábica de rotina foi suspensa e as doses estocadas foram reservadas para o uso em casos de acidentes.

CASTRAÇÕES

Um efeito benéfico é que a quarentena aumentou em 33% a procura por castrações de animais sem raça definida, os populares vira-latas, informou a diretora de relações públicas do Viralatinhas.

Antes da quarentena, a entidade encaminhava 60 animais para castração nas clínicas conveniadas. Hoje, a média é de 20 animais por semana ou 80 por mês, informou.

A castração com chipagem é destinada às famílias de baixa renda e custa R$ 110 em gatos e R$ 130 em cães.

Para castrar e instalar o chip no pet a pessoa tem de fazer inscrição on line, com preenchimento de dados pessoais.

Os interessados em se inscrever ou saber como ajudar a entidade pode entrar no site www.viralatinhas.com ou no instagram viralatinhasoficial.

ONG produz máscaras para ter recursos

A pandemia também impactou nas finanças da ONG. Por isso, as voluntárias estão fabricando máscaras de pano personalizadas para angariar recursos para compra de ração aos animais atendidos.

A entidade também costuma fazer rifas para conseguir recursos. Está fazendo, por exemplo, a rifa de um coração de chocolate, para o Dia das Mães, para ajudar nas despesas.

As máscaras podem ser compradas na Agrosete Sumaré (telefone 3873-3913) e na Pet Stop Villa Flora (3883-3083).

Cada unidade custa R$ 6. Em caso de compra de duas ou mais máscaras, cada uma sai por R$ 5.

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