Uma pesquisadora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) desenvolveu um sistema supereficiente para a purificação do ar, que está pronto para entrar no mercado e ser usado em casas, lojas, clínicas, restaurauntes, hotéis. So depende da adequação do reator às dimensões do espaço. A engenheira química Úrsula Luana Rochetto Doubek desenvolveu a tecnologia inovadora dentro dos laboratórios da Faculdade de Engenharia Química (FEQ).
Ela até montou uma empresa, a CleAir, disposta a comercializar a tecnologia. Os benefícios do novo reator à saúde humana são enormes. Quando respiramos, inalamos uma série de compostos orgânicos voláteis invisíveis aos olhos humanos, que acarretam uma série de malefícios. Caso do benzeno, presente na fumaça do cigarro, e o clorometano, encontrado no spray aerosol.
A tecnologia que é base para o desenvolvimento do reator foi objeto de pedido de patente feito pela Unicamp junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) e licenciada para a empresa recém- -fundada. O invento utiliza um tubo de quartzo recoberto com catalisador em uma configuração que proporciona a distribuição ideal de luz ultravioleta, com a melhora do desempenho de os reatroes fotocatalíticos.
O uso dos raios UV já é conhecido. A inovação está na criação de uma pela que torna a reação mais eficiente. Em testes de bancada, a degradação dos compostos foi superior a 99%. Se acaba com produtos tóxicos causadores de doenças como o câncer, por exemplo, liberando apenas águia e gás carbônico. “Nosso foco inicial era fornecer a tecnologia para a indústria. Contudo, no Brasil, a legislação e a fiscalização ainda são incipientes quando o assunto é emissão de compostos orgânicos voláteis. Por isso, a opção inicial foi começar pelas casas e estabelecimentos comerciais”, afirma Luana, que também tem especialização em engenharia ambiental.
A empreendedora, que usou os quatro anos do doutorado para desenvolver a pesquisa, faz planos de crescer, e sonha com o mercado internacional, onde o mercado industrial é bastante promissor para produto”, revela Luana. Vem daí o desafio de se desenvolver reatores adequados para os demais estabelecimentos. E o projeto não para. “Com a luz ultravioleta presente no componente, é possível ainda inativar vírus, bactérias e organismos patógenos presentes no ar”, afirma. Novos testes em laboratório serão conduzidos pela startup até 2020, com o objetivo de comprovar o benefício adicional.