O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou ontem que integrará o Messenger e o WhatsApp em uma única plataforma de conversas, com “foco em privacidade”.
“Planejamos começar a permitir que você envie mensagens para seus contatos usando qualquer um de nossos serviços e, em seguida, estenda essa interoperabilidade para o SMS também”, disse Zuckerberg.
Segundo ele, o usuário será capaz de manter as contas separadas se desejar. “Quando penso no futuro da internet, acredito que uma plataforma de comunicações com foco em privacidade se tornará mais importante do que as plataformas abertas de hoje.”
Em um grande texto com foco em privacidade – discurso já esperado diante do escrutínio que a empresa enfrenta de reguladores -, Zuckerberg diz que o Facebook não tem uma “reputação forte” em construir serviços baseados em privacidade e que historicamente focou em “ferramentas mais abertas”. Segundo o texto, a troca de mensagens será a mais segura possível, com foco em interações privadas, criptografia, segurança, interoperabilidade e armazenamento seguro.
Nesse último ponto, Zuckerberg diz que as pessoas têm expectativa de que a empresa não guarde dados sensíveis em países que atacam direitos humanos como privacidade e liberdade de expressão, o que pode ser um indicativo de que ele finalmente desistirá de entrar na China, que controla a internet dos cidadãos. Há alguns anos, Zuckerberg quer levar o acesso ao Facebook aos cerca de 800 milhões de chineses conectados.