Campinas confirma caso de dengue tipo 2

Após dez anos sem circulação do vírus, Campinas registrou um caso de dengue do tipo 2. Segundo a Secretaria de Saúde, exames laboratoriais confirmaram a infecção do paciente, que já está curado. Este sorotipo é um dos quatro que compõem o vírus da dengue: Den-1, Den-2, Den-3 e Den-4. Este ano, a cidade já registrou 56 casos da doença – incluindo o tipo 2 -, o que representa dez a menos que o total registrado no mesmo período do ano passado.
“Os cuidados com a dengue, independente do tipo de vírus, têm que ser diários. Cada possível criadouro deve ser eliminado para que a cidade não enfrente uma nova epidemia uma vez que todos os sorotipos são transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti”, disse a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas, Andrea Von Zuben.
Segundo ela, a redução dos casos demonstra que o trabalho feito na cidade tem dado resultados positivos, mas que é preciso manter o alerta e os cuidados com os possíveis criadouros. Andrea disse que o sorotipo 2 da dengue já estava circulando no Estado de São Paulo e que só foi identificado na cidade agora. “Não há diferenças entre a dengue 1, 2, 3 e 4 no que diz respeito ao tratamento, aos cuidados clínicos e aos sintomas.
Para a Vigilância, o cuidado que devemos ter é que, como o tipo 2 não circula na cidade há muito tempo, a maioria das pessoas não está imune a este vírus, ou seja, quem adoeceu por conta de outro tipo pode adoecer novamente, inclusive com maior gravidade”, explicou.

Sumaré e Nova Odessa intensificam combate à doença 

Sumaré e Nova Odessa tem desenvolvido ações de combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya. Em Sumaré, que registrou esse ano 7 casos da doença, a Vigilância em Saúde de Sumaré visitou 1.908 imóveis durante a “Semana Municipal de Intensificação do Combate à Dengue”, promovida na primeira quinzena de fevereiro.
Além de vistoriar os quintais, as equipes também aplicaram larvicidas nos locais que apresentaram necessidades, trabalharam com a conscientização da população e distribuíram panfletos com orientações para eliminar os criadouros do mosquito.
A ação foi realizada na região dos bairros São Judas Tadeu I e II, na região da Área Cura, escolhida por possuir os maiores índices de larvas de Aedes Aegypti e de transmissão da doença. Em 2018, cerca de 83 mil imóveis foram visitados na cidade. Além disso, a Secretaria de Serviços Públicos também já recolheu mais de 81 mil metros cúbicos de resíduos descartados irregularmente em toda a cidade desde janeiro de 2017.
VISTORIAS
Em Nova Odessa, a Vigilância em Saúde também está intensificando o combate ao Aedes aegypti. Esta semana, foram vistoriados 145 imóveis do Condomínio Imigrantes. As equipes também realizaram a ação em outros bairros como São Francisco, Terra Nova, Santa Luzia 1 e 2, Nossa senhora de Fátima, Jardim Planalto, Jardim Eneides, Jardim Marajoara, Residencial Klavin, Jardim Capuava, Alvorada e Santa Rita 1. Nesse trabalho, os agentes percorrem o bairro e visitam os imóveis em busca de criadouros – que são retirados – e também fazem a coleta de larvas.
“Infelizmente nós estamos encontrando muitas larvas em bromélias, piscinas e vasos de planta. Isso nos deixa bastante preocupadas e a gente pede mais uma vez a colaboração de todos os moradores, para que vistoriem o quintal. Outro problema tem sido a recusa, que ainda existe.
Mas a gente lembra que os moradores que não permitem a entrada dos agentes devidamente identificados são multados, por força de lei, em 10 Ufesp’s, o equivalente a R$ 256,30″, explicou Paula Faciulli, responsável pelo Setor de Zoonoses da Prefeitura de Nova Odessa.

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