Santos e Cuca têm algo em comum. O clube e o novo treinador precisam rapidamente reconstruir a própria imagem.
O técnico quer apagar o último trabalho no Palmeiras, marcado por polêmicas, mas, principalmente, a passagem frustrada pela Vila Belmiro, em 2008, interrompida com apenas 14 jogos e três meses incompletos.
“Se estou aqui é para trabalhar. Então, amanhã já vou para a beira do campo tentar reverter essa situação”, disse o treinador em sua primeira entrevista, assegurando que comandará a equipe hoje, contra o Cruzeiro, às 19h30, na Vila Belmiro, pela primeira partida das quartas de final da Copa do Brasil.
A passagem de dez anos atrás pouco lembra o treinador que chega ao clube com uma Libertadores e um Brasileiro conquistados nesta década na bagagem.
Na ocasião, Cuca se antecipou à pressão e pediu demissão após uma derrota por 3 a 2 para o Atlético-MG, na Vila. “Hoje estou motivado e renovado, coisa que não estava ontem. Há dez anos, falei para o [presidente] Marcelo [Teixeira]: ‘deixa eu ir, não vou poder ajudar’”.
O desempenho foi o segundo pior de um treinador no clube neste século – a partir de 2001, – com apenas 30,9% de aproveitamento. Resultado só é superado pela má campanha de Nelsinho Baptista, três anos antes (30,7%).