Bolsa dispara 5,5% e dólar tem queda de 4%

Essa é a maior queda da moeda americana desde o recuo de mais de 5% registrado em 8 de junho de 2018 

O mercado financeiro doméstico reagiu com euforia nesta segunda- -feira (3) ao desempenho melhor do que o esperado do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições deste domingo (2). Embora a eleição tenha sido a grande responsável pelo bom humor, as negociações locais também refletiram a recuperação das Bolsas no exterior após um tombo no fechamento trimestral na última sexta-feira.

No mercado de câmbio doméstico, o dólar comercial à vista fechou em queda de 4,05%, a R$ 5,1760 na venda. Essa é a maior queda da moeda americana desde o recuo de mais de 5% registrado em 8 de junho de 2018.

Na ocasião, a divisa americana havia sido abatida por uma intervenção do Banco Central no câmbio e teve seu tombo mais expressivo desde outubro de 2008, segundo a agência Reuters. Além de considerar a possibilidade de reeleição do candidato de agenda econômica percebida como mais liberal, investidores também avaliam que o resultado apertado da votação -Lula ficou com 48,4% dos votos válidos, contra 43,2% de Bolsonaro- levará o petista a apresentar nomes para um eventual governo mais alinhados com o mercado.

Investidores também pesaram a notícia de que o Congresso será mais conservador a partir do ano que vem. O partido de Bolsonaro ganhou ao menos 23 deputados, chegando a 99, e se tornou a maior bancada eleita na Câmara nos últimos 24 anos.

“Incertezas que o mercado tinha com as eleições aqui no Brasil parecem ter diminuído”, observou a economista especialista em câmbio Cristiane Quartaroli, do Banco Ourinvest. Embora o desempenho do real tenha sido muito superior em relação às demais moedas, algumas divisas de países emergentes também apresentaram fortes ganhos contra o dólar, como os pesos chileno e colombiano.

Na Bolsa de Valores brasileira, o índice de referência Ibovespa saltou 5,54%, aos 116.134 pontos, no fechamento desta segunda. É a maior alta desde o ganho de 6,52% registrado em 6 de abril de 2020, quando o mercado se recuperava do tombo do início da pandemia.  

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