Pleito foi antecipado para o dia 25 após primeiro-ministro renunciar
A população da RMC (Região Metropolitana de Campinas) com cidadania italiana está sendo convocada a participar das eleições italianas, que foram antecipadas para 25 de setembro. A eleição acontece após o primeiro-ministro Mario Draghi renunciar ao cargo em 21 de agosto.
A RMC é uma das regiões do estado de São Paulo mais povoadas com cidadãos ítalo-brasileiro, contando com milhares de eleitores. De acordo com o conselheiro do Conselho de Italianos no Exterior, Bruno Romi, a convocação está sendo feita através de uma correspondência oficial enviada pelo Consulado Geral da Itália em São Paulo por meio dos correios.
Segundo o conselheiro, para que o cidadão possa votar é preciso ter a inscrição regular junto ao AIRE, um cadastro do Consulado, para o controle dos cidadãos italianos que vivem no exterior.
Todos os processos de voto irão acontecer através de correspondência, onde será enviado para cada eleitor um envelope com as cédulas de votação, comprovante de votação, instruções sobre como fazer o correto preenchimento da cédula eleitoral, lista de candidatos, além de um envelope já etiquetado e identificado, para postagem do voto em uma agência dos Correios.
“Os votos deverão chegar de volta ao Consulado até, no máximo, dia 22 de setembro de 2022, às 16h, quando então serão enviados para a Itália. Esses votos serão apurados juntamente com os votos dos italianos in loco, no dia oficial da eleição, que será dia 25 de setembro de 2022”, explicou Romi.
O conselheiro informou que a participação dos cidadãos ítalo-brasileiros nas eleições é uma oportunidade destes exercerem a cidadania, mesmo vivendo fora do país. É um meio elegerem parlamentares responsáveis por defender os interesses desse público junto ao governo italiano.
As americanenses Gisele Circolo, de 42 anos, e Celia Mardegam, de 57 anos, explicam que a importância de exercer seus direitos como cidadãs italianas é poder escolher candidatos que representem os cidadãos italianos que moram no exterior.
Celia, que herdou a cidadania italiana dos pais, conta que ao participar das eleições italianas, ela direciona seu voto para um político que represente seus valores.
Enquanto Gisele, descendente da família italiana Tempesta, reforça que a participação nas eleições é uma das ações para trazer melhorias e mais participação da comunidade ítalo-brasileira.
“Muito importante que nós italianos residentes no exterior votemos em candidatos que entendam as necessidades políticas no âmbito internacional, reforçando nossa representatividade perante o Estado italiano, na oportunidade de melhorias e participação da comunidade ítalo-brasileira”, comenta Gisele.
Atualmente, ela é proprietária da Tempesta Cidadania e auxilia outros cidadãos da região a exercerem os direitos da cidadania italiana.

