Cármen atendeu a pedido da coligação de Lula
A ministra Cármen Lúcia, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou nesta segunda-feira (5) a remoção de publicações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que associam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a invasão de igrejas.
Cármen atendeu a pedido da coligação de Lula. Em 19 de agosto, Eduardo publicou no Twitter, Facebook e Instagram uma montagem afirmando que “Lula e PT apoiam invasões de igrejas e perseguição de cristãos”. Na mesma imagem, há recortes de notícias sobre a perseguição de religiosos na Nicarágua e de declarações do PT e de Lula sobre o presidente Daniel Ortega. A campanha de Lula argumentou ao TSE que as notícias foram retiradas de contexto.
A publicação “deturpou e descontextualizou quatro notícias a fim de gerar a falsa conclusão, no eleitor, de que o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores apoiam invasão de igrejas e a perseguição de cristãos”, afirmou a ação.
Cármen considerou que as publicações de Eduardo não são “críticas políticas ou legítima manifestação do pensamento”. “O que se tem é mensagem ofensiva à honra e imagem de pré-candidato à presidência da República, com divulgação de informação sabidamente inverídica”, afirmou a ministra. Ela determinou que as redes sociais apaguem as publicações em 24 horas.
O TSE também determinou que sejam excluídas imediatamente publicações com imagens falsas que ligam o ex-presidente Lula a Suzane von Richthofen. Ela ficou conhecida nacionalmente após ter participado do homicídio dos pais, em 2002, quando tinha 18 anos.

