Ator americanense, que começou carreira com a bênção da dama do teatro, estreia novo musical
A participação de Bibi na trajetória do, agora, Felipe Carvalhido não parou por aí. “Comecei a fazer a peça e a Bibi perguntou onde eu estudava canto, depois de ter me aplaudido de pé. E eu respondi que nunca estudei, sempre cantava alto em casa, mas nunca ninguém falou nada. Foi quando ela me disse que me colocaria em contato com o professor dela. Fiquei sete anos estudando canto lírico e ele nunca me cobrou nada”, explica.
Desde então, o americanense Carvalhido já atuou em musicais como Peter Pan, em que deu vida ao memorável Capitão Gancho, em Aladdin, como o vilão Jafar, e mais recentemente como Scar, o tio malvado de Simba na montagem brasileira de O Rei Leão, além de encarnar há 14 anos o mago Drosselmeyer, no balé Quebra-Nozes, pela Cisne Negro Companhia de Dança.
“O Capitão Gancho eu tive a direção do Ariel del Mastro do Guilherme Santana, um dos fundadores do grupo Tapa. Eu estava muito bem assessorado e estudando música. O Jafar, do Alladin, foi a personagem mais demoníaca que já fiz, ele não é nem carismático. Ele é 100% do mal, pra baixo, pesado. O Capitão Gancho é hipercarismático e o Scar tem o lado da ironia, do sarcasmo”, diz.
Desde o início de janeiro, Felipe deu início à maratona de ensaios do mais novo projeto, o musical “Família Addams”, que estreia nesta quinta-feira (10), no Teatro Renault, em São Paulo.
“Estamos muito felizes. O elenco é maravilhoso, os ensaios tem sido muito bons, ensaiamos todos os dias durante as manhãs até o fim da tarde”, conta.
Com direção residente de Luciano Andrey, direção musical de Thiago Rodrigues e direção de movimentos de a coreógrafa Alessandra Dimitriou, “A Família Addams” marca o retorno aos palcos da T4F, produtora do musical, depois de quase dois anos de ausência em razão da pandemia de Covid-19.
O espetáculo foi montado pela primeira vez em 2012 e, agora, 10 anos depois da primeira estreia, traz no papel de Mortícia e Gomes Addams a atriz Marisa Orth e o ator Daniel Boaventura, que também encarnaram os personagens na primeira montagem. Carvalhido fará parte do chamado ensemble – o coro do musical – além de ser o primeiro substituto de Boaventura, para protagonizar a peça nas ausências do ator.
“Como os protagonistas já estavam escalados, fiz o teste para ser cover. Sou do ensemble, que é um papel secundário, que faz toda a mise en scène. E me preparei para substituir o Daniel quando não puder fazer. Então farei o Gomes, um dia ou outro que ele não consegue vir ao teatro”, explica.
O enredo trará situações protagonizadas pela família, conhecida principalmente pela afinidade por coisas macabras.
O elenco traz ainda Bernardo Berro, como Fester ( o Tio Chico), Liane Maya, como a Vovó, Pamela Rossine, como Wandinha, Rodrigo Espinosa e Raphael Souza como Feioso, além de Dante Paccola, Kiara Sasso e Fred Silveira, na pele dos membros da família Beineke, vizinhos dos Addams.
“Não posso dar detalhes, mas vai ter muita surpresa, muita coisa nova que não foi vista na outra montagem e estamos muito animados. Tem muita coisa”, diz Carvalhido.


