Estreias trazem de Marlon Brando a animação
De fato, é difícil encontrar novidades nesse longa, que ocupa nove em cada dez listas de maiores filmes americanos de todos os tempos. Para quem ainda não viu, existe agora a oportunidade de aproveitar uma cópia remasterizada em 4K que começou a ser exibida nas salas de cinema a partir desta quinta (24).
E para quem já viu, não há surpresas: assistimos de novo à mesma saga da família Corleone na América, a atuação magistral de Marlon Brando como don Vito, a fúria reprimida do iniciante Al Pacino no papel que o consagraria, a fotografia barroca de Gordon Willis.
Já entre as estreias contemporâneas, “A Ilha de Bergman”, de Mia Hansen-Love, é o destaque. O trabalho é chamativo para os cinéfilos, não só pelo título – referência à ilha de Faro, onde viveu e filmou o diretor sueco -, mas também pela sua exibição no Festival de Cannes e por ser uma obra da celebrada diretora de “O Que Está Por Vir”. A estreia mostra um casal de cineastas que vai ao local, hoje marcado pelo turismo cultural, participar de eventos e tentar superar uma crise criativa.
Já outra estreia é “Adeus, Idiotas”, comédia frenética de Albert Dupontel, em que uma mulher vai atrás do filho que foi obrigado a abandonar e mergulha nesta jornada com a improvável companhia de um atrapalhado cinquentão e de um arquivista cego.
A estreia nacional de destaque é o documentário “Transversais”, de Émerson Maranhão, que chegou a ser criticado por Bolsonaro como parte de um edital para séries de temática LGBTQIA em 2019. De lá para cá, o filme foi celebrado em festivais ao contar a história de cinco pessoas de origens bem diferentes, mas que têm a transexualidade em comum.
Ainda nesse jogo de gêneros, mas voltado para o público infantil, “Coração de Fogo” mostra uma jovem que sonha em ser bombeira, como o pai. Quando um perigoso incendiário começa a atacar Nova York, ela vai se disfarçar de homem para poder ajudar a proteger sua cidade.

