Bardi carimba o passaporte para os Jogos de Tóquio

Velocista integra equipe dos 4×100 m; ele é o 4º atleta da região que disputará maior evento esportivo mundial

Bardi | Velocista de Americana ainda aguarda vaga para duas provas individuais (Foto: Wagner Carmo/CBAt)

O velocista de Americana Felipe Bardi, de 22 anos, garantiu vagas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que começam no próximo dia 23. Ele é o quarto atleta da região a carimbar o passaporte para a disputa do maior evento esportivo do mundo, reunindo participantes de mais de 200 países.

Bardi teve vaga confirmada nesta quarta-feira (30) para o revezamento 4×100 e ainda aguarda confirmação para outras duas provas individuais. São as de 100 e 200 m rasos, que terão os classificados divulgados nesta quinta-feira (1º). Para essas categorias, o velocista aguarda a divulgação do ranking da World Athletics.

No caso da 4×100, ele integrará a equipe brasileira por ser o segundo colocando no ranking nacional dos 100 m. Além de Barbi, os outros atletas da região a disputarem os Jogos de Tóquio são o nadador Murilo Sartori (Americana), o jogador de vôlei Douglas Souza (Santa Bárbara dOeste) e o atirador paralímpico Alexandre Galgani (Sumaré).

Bardi, que hoje faz parte da equipe Sesi-SP, começou cedo no atletismo. Com apenas 8 anos, ele ganhou uma prova de 60 m, representando a Escola Professor Florestan Fernandes, em Americana.

O menino foi, então, encaminhado por uma professora para o clube Atletismo Americana, onde começou a treinar com Márcio da Costa Filho, ex-lançador de disco da cidade. “Depois que venci minha prova nos Jogos Escolares Municipais, o atletismo entrou na minha vida de vez, fazendo provas de velocidade e o salto em distância”, disse Bardi.

Entre as conquistas do atleta está a medalha de prata no Sul-Americano de Lima, no Peru, em 2019. Além disso, ele ganhou ouro na Gymnasíase da China, em 2015, bronze no Troféu Brasil Caixa de 2017 nos 100 m e bronze na mesma prova no Campeonato Pan-Americano Sub-20 de Trujillo, no Peru, também em 2017, entre muitas outras medalhas.

Atualmente, Bardi é treinado por Darci Ferreira da Silva. “Ele é um menino bom, dedicado, com personalidade e objetivos bem definidos. Quando criança foi um excelente saltador de distância e por 4 cm não foi ao Mundial Sub-18 da Colômbia, em 2015. Por outro lado, a velocidade começou a sobressair e decidimos apostar nos 100 m e 200 m”, disse o treinador. 

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