Um grupo de comerciantes da região da Colina organizou, na manhã deste sábado (1), um manifesto pela volta da mão de dupla de direção no Viaduto Amadeu Elias. Os empresários organizaram o ato em três etapas, a partir das 11h, e se encontram na região de uma concessionária na Avenida Paulista. Cinquenta empreendimentos estavam representados.
A avenida, que concentra a maior parte dos negócios prejudicados pelas adequações viárias de 2018, quando foi proibido o tráfego, no viaduto, no sentido bairro-centro. Quem mora ou trabalha naquela região agora precisa acessar o Viaduto Centenário se quiser chegar ao Centro.
Com as mudanças, caiu o número de clientes no comércio. Em alguns casos, segundo os próprios empresários, o faturamento despencou até 60%. “Os negócios foram prejudicados demais. E nós estamos cansados de esperar uma resposta do prefeito Omar Najar”, afirmou o empresário Mário Simões, dono de uma pizzaria na Colina. “O viaduto comporta tranquilamente o trânsito nos dois sentidos, como sempre foi”, disse.
Os comerciantes protestam contra a mudança desde fevereiro. Já levaram as queixas ao Ministério Público e ao Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) para comprovar que a estrutura do viaduto comporta o tráfego o nos dois sentidos. O que mais aborrece os empresários, no entanto, é que o prefeito simplesmente não se manifesta, esperando, segundo os comerciantes, que os protestos esfriem.
Procurada, a prefeitura informou que todas as intervenções viárias foram executadas depois de estudos detalhados, que levaram em consideração os fatores que poderiam colaborar com a fluência do trânsito na região central. Mas deve se manifestar oficialmente na segunda-feira.
O prefeito Omar Najar já se manifestou, anteriormente, dizendo que as adequações do trânsito podem ser revistas, caso se confirme que elas foram, em algum ponto, prejudiciais à comunidade. É nessa promessa que os comerciantes confiam.
É fato que as mudanças no trânsito trouxeram benefícios claros ao fluxo de veículos. Acabaram os congestionamentos na Rua Rio Branco e Avenida Brasil, e ficou muito mais ágil o tráfego de quem precisa dirigir em direção à Nova Americana ou à saída para Nova Odessa.
Mas os comerciantes afetados prometem seguir com a campanha, exigindo que a prefeitura crie alternativa para resolver a situação. Eles seguem com postagens nas redes sociais, além de veicular a campanha em jornais, emissoras de rádio e televisão. Para eles, mudanças são viáveis, mas falta vontade política