A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou ontem a primeira morte na cidade em decorrência de dengue. Uma criança de apenas 5 meses, do sexo feminino, morreu em decorrência da doença.
A bebê era moradora da região Sul de Campinas e foi atendida pela rede privada de saúde do município.
Outra morte suspeita é apurada, a de uma moça de 19 anos, que faleceu na semana passada com sintomas da doença. Os resultados dos exames dela, porém, ainda não saíram.
A sede da Região Metropolitana vive uma epidemia da doença. Segundo o mais recente boletim epidemiológico, divulgado ontem, entre janeiro e 15 de abril foram registrados 3.578 casos confirmados da doença em Campinas. A região mais afetada é a Noroeste, com 1.368 registros.
O Estado de São Paulo também enfrenta epidemia da doença desde o começo de 2019.
Campinas evitou o aumento do número de casos de dengue até abril. Por meio da intensificação das ações de prevenção em campo, como controle de criadouros, nebulização, bloqueio a cada ocorrência e atividades de mobilização social, Campinas terá um período mais curto de pico epidêmico durante a sazonalidade, que vai até maio, segundo a Secretaria de Saúde.
Diariamente há 804 profissionais do quadro próprio da prefeitura nas ações de prevenção de campo.
Mais de 410 mil imóveis foram visitados pelas equipes que atuam no controle da dengue entre julho de 2018 e abril de 2019. No mesmo período, cerca de 62 mil imóveis foram nebulizados com inseticida e mais de 40 mil criadouros foram removidos entre julho de 2018 e abril de 2019.
Para reforçar o trabalho de campo, foi contratada, em julho de 2018, uma empresa, com 120 profissionais, que realiza telagem de caixas d’água, nebulização com inseticida e controle de criadouros.
Recentemente, foi feita uma reorganização dos centros de saúde priorizando o atendimento aos casos de dengue – pessoas com sinais e sintomas da doença são atendidas prioritariamente, sem precisar marcar consulta antes.
Além disso, foi criado um serviço de referência com um centro de hidratação para atendimento aos pacientes com dengue, que funciona no centro de saúde São Bernardo. Desde 1º de abril, 180 pacientes foram atendidos no local. Pacientes de maior risco são atendidos nos hospitais e prontos-socorros.
AMERICANA JÁ TEM 681 CASOS POSITIVOS
O total de pessoas com dengue em Americana passou de 599, na última sexta-feira (12), para 681 confirmações ontem. São quase 1,5 mil casos suspeitos e nenhum óbito confirmado em função da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A cidade ainda investiga dois casos de contaminação por chikungunya, que é transmitida pelo mesmo mosquito.
Americana vive uma epidemia de dengue desde a semana passada e os pacientes não precisam mais se submeter a testes para a confirmação dos casos. O resultado positivo para dengue é dado por critério clínico-epidemiológico, ou seja, na observação da presença de febre alta e persistente, acompanhada de outros dois sintomas
Os principais sintomas da doença são febre alta e persistente, dor no fundo dos olhos, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações. Em alguns casos podem ocorrer náuseas, vômitos e manchas avermelhadas pelo corpo.
Em caso de suspeita, a Secretaria de Saúde orienta evitar a automedicação, principalmente uso de analgésicos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina), que podem provocar hemorragias graves.
O ideal é procurar pelo serviço de saúde mais próximo, para que seja prescrita a medicação adequada, ingerir líquido em abundância e permanecer em repouso.