A previsão dos técnicos do Consórcio PCJ é que até o ano que vem sejam concluídas as barragens de Pedreira, no Rio Jaguari, e Duas Pontes, no Rio Atibaia, em Amparo, que vão aumentar a oferta de água para os municípios da Bacia PCJ, inclusive para Americana, Hortolândia e Sumaré.
As obras estão orçadas em R$ 740 milhões e fazem parte do pacote de investimentos para sustentabilidade hídrica de R$ 7 bilhões até 2035 para aumentar a oferta de água, aumentar a segurança hídrica na região e reduzir a dependência da bacia do Sistema Cantareira.
O Sistema Cantareira é formado cinco reservatórios (Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro), conectados por túneis subterrâneos e canais. Fornece água para 9 milhões de habitantes na capital paulista e 5 milhões em 75 municípios, inclusive para a região. Cem mil indústrias dependem da água do sistema para uso no processo fabril, que emprega 1,5 milhão de pessoas.
Americana, Hortolândia e Sumaré são três cidades dependentes da quantidade e da qualidade da água dos rios do Sistema Cantareira, pois captam água para abastecimento desses mananciais. Mas uma seca severa acaba impactando outros municípios abastecidos por represas, como Nova Odessa e Santa Bárbara, que estão em situação mais confortável.
A quantidade de água que chega ao Sistema Cantareira diminui a cada década. Entre 1980 a 1990, a vazão era de 47 metros cúbicos por segundo, e na década seguinte, caiu para 25,47 m³ por segundo. Enquano isso, a demanda só aumenta.
Segundo José Cezar Saad, o reservatório de Pedreira ficará pronto no final deste ano e o de Amparo, no final do ano que vem. Esses reservatórios vão aumentar a oferta de água em 7,5 metros cúbicos por segundo. É quase o dobro da outorga de Campinas, que retira 4 metros cúbicos por segundo de água do rio para abastecer a cidade.
O assistente técnico do consórcio, Flávio Forti Stenico, informou que 90% deste investimento serão direcionados para tratamento dos efluentes para enquadramento dos corpos de água, para melhorar a qualidade da água desses rios. Ou seja, para a despoluição.
Deste montante, R$ 140 milhões serão destinados à universalização do saneamento nos municípios que ficam acima do reservatório de Amparo. Uma parte ficará com a educação ambiental e outra com a disponibilidade hídrica. Até o final deste ano, também ficará pronto o projeto básico dos pulmões regionais, para aumentar a capacidade de armazenamento de água para uso em caso de emergência.