A Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão em Campinas, Hortolândia e Indaiatuba e em mais 76 cidades de 19 Estados do país em operação deflagrada na manhã desta segunda-feira (31). A intenção da PF de Minas Gerais foi investigar o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro praticados por uma organização criminosa com atuação em todo o território nacional. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 252 milhões da organização criminosa.
Esta operação foi realizada em conjunto com a FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado). Segundo a PF, os dados obtidos na Operação Caixa Forte – Fase 01 identificaram os responsáveis pelo “Setor do Progresso” da facção, que se dedica à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico.
As investigações revelaram que os valores obtidos com o comércio de drogas eram, em parte, canalizados para outras contas bancárias da facção, inclusive para as contas do “Setor da Ajuda”, responsável por recompensar membros da facção recolhidos em presídios.
Foram identificados 210 integrantes do alto escalão da facção, detidos em Presídios Federais, que recebiam valores mensais por terem ocupado cargos de relevo na organização criminosa ou executado missões determinadas pelos líderes como, por exemplo, execuções de servidores públicos.
Para garantir o recebimento do “auxílio”, os integrantes do grupo indicavam contas de terceiros não pertencentes à facção para que os valores, provenientes de atividades criminosas, ficassem ocultos e supostamente fora do alcance do sistema de justiça criminal.
A atuação da Polícia Federal é para desarticular a organização criminosa através da descapitalização, para enfrentamento à criminalidade organizada por meio da abordagem patrimonial, além da prisão de lideranças.
A ação envolveu cerca de 1,1 mil policiais federais, que estão cumprindo 623 ordens judiciais, sendo 422 mandados de prisão preventiva e 201 mandados de busca e apreensão, em 19 Estados da Federação e no Distrito Federal; além do bloqueio judicial de até R$ 252 milhões. Todos os mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte/MG.
Os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a 28 anos de prisão.